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O conjunto de obras fazem parte da série SANGUÍNEA, composta por experimentos estéticos que exploram alquimia e a plasticidade do sangue menstrual e inspira processos experimentais, revelados a partir de técnicas têxteis, monotipia, pintura, fotografia, escultura e performance. Sendo também, parte de um processo estético-político que busca colaborar com a ruptura da invisibilidade em torno de um processo biológico comum a todas as mulheres, meninas e pessoas com útero. Um fenômeno fisiológico cercado de tabus, preconceitos, estigma e misticismo determinados por uma cultura patriarcal e misógina que mantém o sangue menstrual como um assunto privado e que criaram uma perspectiva negativa sobre ele e sobre a relação entre as mulheres e seus ciclos. A auto investigação e experiências relacionadas com a ciclicidade de um corpo que sangra e provê substância pictórica, que contém vida, morte, vida em si. Um corpo matriz que se transforma.

Sanguínea

Do Mesmo Barro, Outros fluxos

Escultura.

Materiais: cerâmica, dormente, linha de algodão e cera de abelha

Dimensões: 41 X 16 cm. 2025

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Manto de Oyá

Tapeçaria artística

Tecido sobre tela metálica. 120 X 170 cm. 2020

Arte menstrual é rito e ato estético-político.

Arte menstrual, para mim, é rito e ato estético-político que afirma o corpo que sangra como território de criação, memória, saber e ação coletiva. Minha produção desloca a menstruação do campo do silêncio e do tabu para o espaço do visível, do simbólico e do político, operando na intersecção entre o íntimo e o coletivo. Entre o ritual de honrar o próprio ciclo e o gesto público de questionar estruturas de controle sobre corpos menstruantes, meu trabalho articula práticas artísticas e saberes corporais como forma de tensionar normativas históricas que negam, silenciam ou privatizam essa experiência. O corpo que sangra emerge, assim, como linguagem, matéria e território de disputa.

Fluxo

Pintura. Sangue sobre tela. 45 X 100 cm. 2021

Enraizar

Técnica mista. Sangue e pigmentos sobre tela
170 X 75cm. 2020

 

Entrega

Monotipia com sangue sobre tela.
67 X 86cm. 2020

Matriz

Monotipia com sangue sobre tela.
140 X 75cm. 2020

Vestígio

Técnica mista. Sangue sobre tela e fios.

55 X 55cm. 2018

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Maternar

Sangue menstrual e bordado. 25cm. 2019

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Decantar

Fotografia

Vidros, água e sangue menstrual. 2017

Ritos de Páscoa e Fertilidade

Fotografia

Lã de carneiro, lã acrílica e casca de ovo. 2017

Desdobramentos Sanguíneos

O vermelho não é apenas ciclo, é também rastro. Neste videopoema, o sanguíneo surge como linha que marca a experiência da perda gestacional, entre presença e ausência, memória e rito.

Videopoema desenvolvido durante a residência artística Memória em Cena, orientada por Sandra Lessa, na Casa Tombada (2025).

​Afetos e Há Fetos

Videopoema, 2025
Poema autoral, criação, narração e edição de imagens.

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"A auto investigação e experiências relacionadas com a ciclicidade de um corpo que sangra e provê substância pictórica, que contém vida, morte, vida em si. Um corpo matriz que se transforma."

Bel Mattos

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