
Bel Mattos
Artista visual, psicanalista e educadora brasiliense (1984), vive e trabalha na zona rural de São José dos Campos (SP). Licenciada em Artes Visuais, com pesquisa em “Mulheres, Arte Têxtil e Ativismo”, e pós-graduada em Dança e Expressão Corporal, articula sua prática entre arte, educação e cuidado. Atua também como doula e terapeuta no Corpo Biográfico, desenvolvendo práticas de cuidado que atravessam sua produção artística e aprofundam investigações sobre corpo, memória e ritos de passagem como experiência vivida.
Desde 2013 integra o núcleo de criação Assaltocultural, desenvolvendo coletivamente cenografias, figurinos, expografias, instalações e ativações do espaço público. É fundadora do projeto Curumim Erezim, onde sementes criativas germinam em vivências que entrelaçam arte-educação, cultivo afetivo das infâncias e ecologias sensíveis. Por meio de oficinas que transformam o brincar em ato poético e político, utiliza pigmentos naturais, criação de brinquedos não estruturados e narrativas lúdicas que mapeiam relações entre corpo, território e memória, tecendo uma pedagogia do cuidado em diálogo com saberes tradicionais e ancestrais.
Premiada em 1º lugar no Edital de Criação e Exposição em Artes Visuais do Fundo Municipal de Cultura de São José dos Campos (2024) e na categoria Artes Visuais do 1º Salão de Artes Poente (2022), realizou a individual Tramas da Terra (2025). Participou de exposições no Brasil e no exterior, como o II Salón Regional SUR de Mujeres Artistas – Venus Ubuntu (Colômbia), o 20º Salão Ubatuba de Artes Visuais, o Festival Satyrianas (SP) e Poesía Visual contra Violencia de Género (Baeza, Espanha).
Participou das residências Memória em Cena (Casa Tombada, 2025) e Multigraphias (UNILA). Atua como artista educadora no PIÁ – Programa de Iniciação Artística da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e colabora com unidades do SESC no estado de São Paulo, desenvolvendo oficinas, processos formativos e performances, entre elas Dançatrama. Ao longo de sua trajetória, realizou cerca de 40 oficinas para grupos de mulheres em diferentes cidades brasileiras, aprofundando pesquisas em práticas têxteis e criação coletiva.

